Petrobras suspende limpeza de pedras atingidas por óleo
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2000
Por Andreia Maia 
Rio, 26 (AE) - A Petrobras está enfrentando um problema para limpar as pedras atingidas pelo vazamento de óleo, dia 18, na Baía de Guanabara. O problema é com as pedras tombadas pelo Patrimônio Histórico em Paquetá,. Elas podem ser desgastadas com o método de lava-jato que a estatal quer utilizar. Os órgãos de defesa do meio ambiente do RJ não aceitam que a lavagem seja desta forma, por isso o trabalho adiado.
A empresa começaria hoje a limpeza com máquinas de lava-jato das pedras com óleo na Ilha do Governador, na praia de Mauá e na Baía de Guanabara. De acordo com técnicos da secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Fundação Estadual de Parques e Jardins e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o método poderia provocar o desgate das pedras.
Durante todo dia hoje técnicos da Petrobras e representantes dos órgãos estatais discutiram o assunto em uma reunião no Iate Clube de Paquetá. Até o final da tarde o encontro não havia terminado. A Petrobras anunciou que amanhã (27) discutirá o assunto com secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio.
Segundo o chefe do setor de Dutos e Terminais da Petrobras, Tupinambá Machado, o método de lava-jato seria usado por meio de compressão. "A secretaria alegou que não estava segura se este método seria adequado para retirar o óleo das pedras", explicou Machado. Ele afirmou que técnicos da área de logística da empresa estavam fazendo testes havia dois dias com dois tipos de máquinas de lava-jato na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). Garantiu que seria usado apenas água, que poderia ser fria ou quente, pois a utilização de solventes havia sido descartado pela empresa para não afetar a fauna e flora.
Barreiras - Hoje a Petrobras reforçou os cordões dos três mil e 200 metros de barreiras flutuantes já instaladas entre os vãos ao longo da Ponte Rio-Niterói por causa da chuvas e do forte vento que atingiram o Rio na madrugada. A empresa tinha receio de que as bóias não resistissem e se soltassem, prejudicando o trabalhado. O objetivo das barreiras é impedir que o óleo atinja as praias da zona sul do Rio.
No final da manhã, chegaram mais 20.500 metros de barreiras de contenção de empresas americanas. Na sexta-feira está prevista a chegada de mais 1.500 metros. No total, a Petrobras importou 26 mil metros de bóias.De acordo com a empresa, foram retiradas até o final da tarde de ontem 433 mil litros de óleo do mar.
No segundo maior vazamento ocorrido na Baía de Guanabara
foram despejados 1,3 milhão de litros de óleo. Nas praias atingidas de Mauá (no município de Magé), Ilha do Governador e de Paquetá, funcionários da Petrobras e de empresas contratadas retiraram mais de 680 toneladas de lixo, areia e óleo, das quais cerca de 300 toneladas foram encaminhadas para uma central e tratamento de resíduos da Reduc.


