Rio, 29 (AE) - O superintendente de Exploração e Produção da Petrobrás, Rodolfo Landim, afirmou hoje que a empresa obteve redução de 30% da multa de R$ 51 milhões pelo vazamento de óleo na Baía de Guanabara porque tinha direito ao benefício, por ter pago à vista. "Pagamos com desconto como é facultado pela lei"
afirmou Landim, durante vistoria nas praias de Magé que foram poluídas pelo óleo.
Por causa do desconto dado, o chefe de Fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodolfo Lobo da Costa, foi demitido ontem (28), por ordem do presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente também ordenou o pagamento do valor integral da multa.
Mas o superindente da Petrobrás lembrou que os R$ 15,3 milhões de desconto também iriam ser usados em projetos de recuperação do meio ambiente. "O dinheiro foi depositado em uma conta corrente e há um compromisso do presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, de investir a quantia na Baía de Guanabara", explicou Landim.
Depois de realizar a vistoria, o superintendente afirmou que as praias estão praticamente limpas. "Há uma desprezível camada de óleo no mar", disse. Apesar disso, pescadores denunciaram que foram encontrados vestígios de óleo em poços artesianos nas casas próximas às praias.
Landim informou que foram coletadas amostras da água, que serão analisadas nos laboratórios da Petrobrás. O superintendente garantiu que a quantidade de óleo detectada nas amostras era mínima, e não era proveniente do derrame. Ele afirmou que óleo achado deve ser de outro tipo, e não o que vazou do duto. "Esse acidente não afetou os poços da região", garantiu.
Limpeza - Técnicos da Petrobrás e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) têm reunião marcada para a tarde de hoje, para discutir a forma de limpeza das praias da ilhas da baía e do mangue poluídos pelo vazamento.