Petrobras promete fazer estudo de impacto ambiental
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2000
Por Clarissa Thomé 
Rio, 24 (AE) - A direção da Petrobras se comprometeu a fazer um estudo de impacto ambiental das atividades da estatal e de mais 49 indústrias instaladas em torno da Baía de Guanabara, no RJ. O relatório vai indicar as áreas mais poluídas da baía e os danos provocados por produtos químicos lançados no mar. A promessa foi feita a ambientalistas do Greenpeace, que protestaram hoje pela manhã, em frente a Petrobras, pelo vazamento de óleo do dia 18. "É um passo importante para chegarmos ao compromisso de descarga zero na baía", afirmou o gerente internacional da Campanha contra Substâncias Tóxicas, Marcelo Furtado.
Os ativistas do Greenpeace fizeram um protesto pacífico. Eles se acorrentaram aos portões da Petrobras, fecharam três entradas da empresa com correntes e cadeados, que foram cortados pela segurança, e entregaram panfletos aos funcionários, convidados a deixar o trabalho para ajudar na limpeza das praias e no recolhimento de aves, que têm morrido por causa do óleo.
No fim da manhã os ativistas foram recebidos pelo presidente da Petrobras, Phillip Reichstul. Durante duas horas, eles discutiram a indenização de pescadores, que tiveram a atividade impedida pelo vazamento, e o projeto de remoção da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) da Baía de Guanabara. "A Petrobras alega que a Reduc é uma empresa de US$ 2,5 bilhões, mas aceita discutir a descarga zero", afirmou Furtado.
Os ambientalistas pediram empenho da empresa na limpeza das praias. "Eles não agiram assim que houve o acidente; a película de óleo ficou muito fina e a agora a draga suga mais água do que óleo", afirmou Furtado. "Para a Petrobras, tecnologia de ponta é pá e enxada na areia das praias."
Três fêmeas da ave biguá, encontradas mortas na foz do rio Suruí, foram entregues na portaria da empresa, antes que os ecologistas fossem recebidos por Reichstul. O presidente da Petrobras também recebeu cartazes de protesto escrito por banhistas da Praia de Ipanema, num ato promovido pelo Greenpeace ontem (23).


