Rio, 06 (AE) - A Petrobras estuda ampliar de 17% para 33% sua participação do pólo gás químico do Rio, uma planta industrial de produção de polietileno que está completando três anos e meio de planejamento. A decisão, que sairá este mês, depende de uma simulação sobre a rentabilidade do empreendimento. A estratégia da companhia é participar de projetos da área petroquímica cujo retorno financeiro seja de, no mínimo, 15%. O pólo gás químico prevê um investimento de US$ 700 milhões.
"Ainda estamos discutindo qual a melhor fatia para a participação da Petrobras", explicou hoje o diretor de Participações da empresa, Delcídio do Amaral Gomez. Segundo ele, é possível até uma eventual redução da participação, dependendo do resultado dos estudos. A Petrobras mudou completamente a forma de conduzir o projeto, adequando-o a uma visão de negócios. A previsão é de que o pólo só entre em funcionamento no fim de 2002.
Administrado pela Rio Polímeros, empresa formada por meio da associação das companhias Suzano, Unipar e Petrobras (o Grupo Mariani, que fez parte da primeira formação, retirou-se do projeto) o pólo não terá mais dois consórcios, com empresas de propósito especial, como foi previsto pela diretoria anterior da Petrobras. "Agora seremos sócios de uma empresa só, porque nos interessa, neste setor, uma participação integração, da primeira geração industrial, de gás eteno, à última, de polietileno", diz Gomez.
Na semana que vem, o conselho admisnitrativo da Rio Polímeros irá escolher, entre os consórcios liderados pelas norte-americanas Lummus e Bechtel, o que vai instalar a infra-estrutura. Estas companhias estão entre as maiores empresas de engenharia do mundo. Depois da escolha, os executivos da Rio Polímeros iniciarão as negociações por financiamentos, no Brasil e no exterior.
Caso a Petrobras decida pela ampliação de sua participação, os três sócios ficarão com porcentuais equivalentes, em torno de 33%. Anteriormente, Suzano e Unipar - que juntas compraram a parte do Grupo Mariani no projeto - detinham, cada uma, 50% da Rio Polímeros. A Petrobras entrou no projeto do pólo como sócia, com 30%, da Rio Eteno, fornecedora de matéria-prima criada para ser a controlada integral da Rio Polímeros. Na complicada engenharia
a participação total da estatal no projeto ficava em 17%.