Petrobrás não tem limite financeiro para entrar em disputa de áreas
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 07 (AE) - A Petrobrás não estabeleceu limite financeiro para a participação da empresa na licitação das áreas para exploração de petróleo pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que vem. "Não há nenhuma restrição do Conselho Administrativo da empresa e nem do governo", afirmou hoje o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul. Segundo ele, a estatal deverá disputar, em consórcios, menos da metade das 27 áreas e dará prioridade às localizadas em águas profundas, vizinhas a campos nos quais já opere.
Em alguns consórcios, a Petrobrás entrará como operadora
mas a empresa também pretende ter participação financeira nas associações. Seis das áreas ofertadas estão localizadas na Bacia de Campos, onde a estatal mantém quase 80% de sua produção de petróleo, e o preço pelo bônus de assinatura (espécie de preço mínimo) de cada uma variará entre US$ 50 mil e US$ 150 mil, a serem convertidos pelo câmbio do dia.
As parcerias que a Petrobrás vem negociando para suas próprias áreas, que envolvem um montante superior a R$ 4 bilhões
dificilmente serão fechadas antes da licitação, marcada para os próximos dias 15 e 16, mas, segundo Reichstul, isto não dificultará as negociações já que, segundo ele, as principais parcerias estão bem adiantadas. "Nos casos dos contratos maiores, falta apenas o ato formal de assinatura do contrato e, por isso, há entendimento com nossos parceiros em relação aos lances da licitação", comentou.
Gasolina - O consumo de combustíveis continua subindo no País. Em abril, foi registrado aumento de 4,57% na venda de gasolina, em relação a igual período de 98, o que elevou para 343,2 mil barris por dia, ou cerca de 54,5 milhões de litros, o consumo nacional. Mas foi o gás natural que registrou o maior aumento ante abril de 98: 10,75%, o que confirma o crescente aumento de participação do gás na matriz energética nacional. O mercado consumiu 19,6 milhões de metros cúbicos diários, ante 17 7 milhões de metros cúbicos de abril do ano passado. Somente dois derivados tiveram diminuição de vendas: o óleo combustível (-9,56%) e o querosene de aviação (-5,41%).


