Petrobras não recorrerá de multa
Brasília, 25 (AE) - O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, afirmou há pouco, no Palácio do Planalto, que a empresa não recorrerá da multa pelo derramamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. "Já falei para a Tesouraria preencher o cheque no valor que for", disse. De acordo com ele, a empresa está com o orçamento aberto para assumir as despesas decorrentes do acidente ambiental.
Reichstul reconheceu que a imagem que a empresa tinha na área ambiental não correspondia à realidade. "É questão de honra, agora, para a Petrobras, atingir a excelência no controle ambiental em todas as áreas de operação da companhia", afirmou.Os melhores quadros profissionais, garantiu, estão sendo destacados para verificar todos os sistemas de dutos da empresa. "Apesar das perdas, vamos avançar muito na área ambiental", disse o presidente da Petrobras.
Repetindo uma autocrítica, Reichstul disse ser difícil saber até onde já foram feitos todos os investimentos da empresa na área ambiental. Ele contou que o Greenpeace lhe pediu o fechamento da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). Ele ponderou
que, se o pedido fosse feito na Suécia, num cenário em que todos os demais aspectos ambientais estivessem resolvidos, sendo este o próximo passo para acabar com o risco ambiental, o pedido seria procedente.
Mas argumentou que, num país pobre como o Brasil, e numa situação em que a Baía de Guanabara é contaminada por várias outras fontes de poluição, não dá para se desfazer de um empreendimento de US$ 2,5 bilhões. Reichstul explicou que a Reduc foi construída em 1961, quando não havia a atual consciência ambiental, mas reconheceu que a empresa demorou muito nas negociações com os órgãos ambientais para adotar os procedimentos exigidos em empreendimentos similares. "A negociação com os órgãos ambientais foi muito longa, e é isso que nós vamos mudar."





