Petrobras iça helicóptero acidentado na Bacia de Campos
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Roberta Pennafort<br> Agência Estado 
Rio - Com o resgate dos corpos das cinco vítimas da queda, na Bacia de Campos, do helicóptero que prestava serviço para a Petrobras, a empresa começou ontem a içar o aparelho, que estava a 820 metros de profundidade. O trabalho foi iniciado à tarde e deveria durar doze horas. Só a análise do que for encontrado da aeronave poderá mostrar o que causou o acidente, segundo a Petrobras.
Na operação para retirar o helicóptero do fundo do mar está sendo utilizado um robô com braços mecânicos, assim como foi feito na retirada dos corpos. Todo o material será analisado pela Aeronáutica, que deve emitir um laudo preliminar sobre o acidente em 15 dias. Já o resultado final da perícia só deve sair em 90 dias.
Os enterros do co-piloto, Marcos Miranda de Souza, e de Cesar Marques de Oliveira, empregado da Petrobras, foram hoje no cemitério Jardim da Saudade de Sulacap. O corpo do escocês Kenneth Ward, da empresa Stolt Offshore S.A., prestadora de serviço à estatal, seguiria para São Paulo e, de lá, para a Escócia. O sepultamento de Juliano Alves da Silva, da empresa Mycom, seria em Barra do Piraí, no interior fluminense. O trâmite para a liberação do corpo do piloto, Cláudio Belloni, é mais demorado, já que ele será cremado.
O acidente ocorreu na tarde do último sábado. O helicótero, de prefixo PT YVM, da empresa BHS, se chocou contra o mastro do navio Toisa Mariner, da Petrobras, quando tentava pousar no heliponto da embarcação.


