Petrobrás fecha quinta parceria em três semanas
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segunda-feira, 12 de julho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 13 (AE) - A Petrobrás fechou hoje um acordo de parceria com a norteamericana Kerr-MacGee de US$ 32 milhões para a primeira fase de exploração de petróleo em uma área na Bacia de Santos. Este é o quinto acordo assinado nas últimas três semanas, representando um investimento total de US$ 1,49 bilhão. E a Petrobrás já está negociando 14 novas associações, que ainda irão render cerca de US$ 4,3 bilhões.
Nestas associações com companhias privadas, os recursos vêm basicamente das sócias estrangeiras, que financiam o projeto em troca do pagamento em petróleo, depois do início da produção. Além da aceleração na área de produção, a Petrobrás está preparando também uma entrada mais agressiva no mercado financeiro.
Segundo o presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul, está sendo feita uma reestruturação voltada basicamente para o mercado para preparar, entre outras medidas, uma emissão de títulos ainda neste semestre que pode chegar a US$ 1 bilhão.
Segundo o diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, pelo menos seis novos contratos devem ser assinados nos próximos dois meses, envolvendo gigantes do setor como a Shell, Elf e Mobil. Na semana que vem, mais uma associação será concluída, no valor de US$ 50 milhões, com Mobil e Unocal, mas o maior contrato ainda em negociação está avaliado em US$ 1,77 bilhão, para um campo onde já foi descoberto petróleo na Bacia de Campos (RJ).
Esso, Texaco, Shell e a trading japonesa Japex/Marubeni estarão juntas na parceria com a Petrobrás no campo de Albacora-Leste, mas ainda há discordâncias entre os sócios acerca do valor dos investimentos. A parceria só deve ser assinada em agosto ou setembro.
As empresas estão ocupando diferentes nichos no mercado de petróleo do Brasil, mas em alguns casos, a formação das parcerias seguiu orientação da própria Petrobrás. No acordo assinado hoje, por exemplo, o presidente da Kerr-MacGee no Brasil, David Nock, disse que a empresa tinha a intenção de atuar sozinha com a Petrobrás, mas aceitou a entrada da Esso do Brasil, que também tinha interesse na área. Pelo acordo, Petrobrás e Kerr-McGee terão ambas 35% e a Esso, 30%.
"Foi uma negociação de dois anos, mas temos certeza de que a combinação das três empresas resultará em sucesso", disse Nock. Este o primeiro investimento da empresa na América Latina e, segundo Reichstul, se for descoberto petróleo na área os investimentos podem chegar a US$ 1 bilhão.


