Rio, 19 (AE) - A Petrobrás assina amanhã (20) duas parcerias para exploração de petróleo com empresas privadas em blocos nas bacias do Espírito Santo e de Campos, no norte fluminense. Os investimentos iniciais nos dois projetos estão estimados em US$ 195 milhões. No Espírito Santo, a estatal vai ter 35% de participação, a Mobil, 35%, e a Unocal, 15%. Em Campos, a Mobil terá 15% da sociedade, a Petrobrás e a Shell, 35%, respectivamente, e a Esso, os 15% restantes.
O presidente do setor de Exploração Mundial da Mobil, Elwin Griffith, calcula que, nos dois investimentos, a empresa, com operações em 140 países, investirá US$ 90 milhões - metade em cada bloco. Segundo Griffith, no bloco BES-2, no Espírito Santo, onde a empresa vai perfurar inicialmente dois poços, a expectativa é encontrar petróleo e, em menor chance, gás.
O bloco fica a 100 quilômetros ao nordeste de Vitória, com extensão de 2,6 mil quilômetros e profundidade varia entre 400 e 1,5 mil metros.
Caso as prospecções resultem em descobertas de petróleo ou gás, a expectativa da Mobil é de criação de 300 a 350 empregos em plataformas de exploração. Nesta etapa, a Petrobrás, que inicialmente entra apenas com a cessão do bloco, também deve realizar investimentos, mas o montante ainda não está definido.
A exploração do bloco da Bacia de Campos deve receber no mínimo US$ 140 milhões, em cinco poços profundos na primeira fase de exploração. Mas outros três poços em áreas de pouca profundidade também podem ser abertos, ao custo de US$ 15 milhões cada um. Executivos da Petrobrás informaram que o potencial do bloco de Campos é maior do que o do Espírito Santo.
Licitações - Griffith informou que o Brasil está entre os três países com prioridade de investimento pela Mobil . Ele afirmou que a empresa deve participar da próxima rodada de licitações de áreas para exploração que será feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), prevista para o primeiro trimestre de 2000.
A empresa disputou áreas no primeiro leilão, mas não ganhou nenhuma. A Unocal ganhou nas licitações da ANP direito de exploração de outro bloco no Espírito Santo, em parceria com a Texaco do Brasil e a argentina YPF.

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