Brasília, 08 (AE) - A Petrobras vai contratar cerca de mil empregados por meio de concurso público no primeiro trimestre do próximo ano. Segundo informou hoje o presidente da estatal, Henry Philippe Reischtul, depois de quase uma década, a empresa pretende renovar seu quadro de funcionários. Em 10 anos, o número de empregados da empresa caiu de 60 mil para 36 mil.
"Precisamos começar um processo de renovação da nossa base de talentos", disse Reichstul. Ele explicou que a prioridade é a contratação de funcionários de nível superior. Do total do quadro, 7,3 mil têm nível superior e cerca de mil têm mestrado ou doutorado. "O concurso será para todo tipo de cargos, desde (profissionais) com mestrado e MBA (especialistas em administração de empresas) até geofísicos, geólogos, administradores e advogados", explicou Reischtul.
O superintendente de Recursos Humanos da Petrobrás, José Lima, explicou que a intenção da empresa é lançar o edital no final de janeiro. As superintendências estão ainda analisando a carência de profissionais por cada área para definir o número de vagas. O salário médio de um engenheiro em início de carreira na estatal, segundo Lima, é de R$ 1,5 mil e o final chega a R$ 3 mil, sem contar os benefícios concedidos pela empresa.
"Precisamos oxigenar a empresa, trazer gente nova", disse Lima. Reichstul lembrou que falta à Petrobras jovens profissionais, melhor ambientados com a cultura da informática. De acordo com o presidente da estatal, o objetivo é investir na qualificação dos novos contratados. O quadro técnico da Petrobras é considerado bastante qualificado, mas mal remunerado. A empresa vem perdendo profissionais, atraídos pelos melhores salários da iniciativa privada.
"Não é pelo salário da Petrobras que eu vou conseguir viver", admitiu Reichstul aos membros da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O presidente da Petrobras informou que continua sócio do Banco Interamerican Express. Ele explicou que, desde que assumiu a empresa, não tem mais direito a voto no banco e os demais sócios se comprometeram a não negociar com a Petrobras e o Petros, fundo de pensão da estatal.
Marítima - O presidente da estatal também informou que não irá renovar nem estender o contrato de prestação de serviços assinado com a empresa Marítima, se os prazos contratuais não forem cumpridos. A Marítima deverá entregar uma plataforma de perfuração no dia 17de dezembro e outra em 6 de janeiro. "Já avisamos a eles que suspenderemos os contratos se as plataformas não forem entregues no prazo", disse Reischstul.
A Petrobras está fazendo um levantamento de mercado para compra de outras plataformas, para substituir as que não foram entregues pela Marítima. Em maio, a empresa já havia decidido reincidir contratos para entrega de outras três plataformas, duas encomendadas pela Marítima. Na ocasião, a estatal concluiu que os prazos contratuais foram quebrados, o que permitia a rescisão contratual.

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