Doze funcionários da Petrobras foram punidos por causa do vazamento de óleo no Rio Iguaçu, em Araucária, Paraná. Entre os punidos estão os superintendentes da Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), Luis Eduardo Valente Moreira, e da DTSUL (Dutos e Terminais do Sul), Marcos Benício Antunes, que foram exonerados de seus cargos.
Quatro funcionários foram demitidos: os dois operadores da refinaria, responsabilizados pelo acidente, acusados de não-cumprimento de procedimentos, o engenheiro responsável pelo projeto de troca de válvulas da refinaria e um supervisor que coordenava a operação.
Os dois operadores demitidos eram os responsáveis pelo monitoramento do painel de controle e pelo alinhamento do tanque.
As punições, anunciadas ontem à tarde, foram decididas pela comissão de sindicância formada para apurar as razões do acidente na Repar. O engenheiro da DTSUL que solicitou a execução do projeto, um supervisor e um técnico de revisão da Repar foram punidos com suspensão, com períodos variando entre cinco dias (a suspensão mínima) e 29 dias (a máxima).
Além dos dois superintendentes, a Petrobras exonerou o chefe do setor de manutenção de equipamentos estáticos da Repar e o gerente de operações da DTSUL. Um engenheiro da DTSUL foi punido com advertência.
Segundo o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, a estatal puniu todos os envolvidos no projeto de troca de válvulas e nas operações de abertura dos tanques. ‘‘Esta é a primeira vez que a Petrobras toma atitudes tão drásticas’’, disse.
Ele se refere a punições relativas a acidentes. Durante uma greve em 1993, a Petrobras demitiu mais de 200 funcionários.
A multa aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná, de R$ 50 milhões, e as três multas do Ibama, que somam R$ 168 milhões, foram encaminhadas ao departamento jurídico da companhia. Um pronunciamento técnico deverá ser dado em uma semana.
O diretor de abastecimento da Petrobras, Albano de Souza Gonçalves, alega que o pagamento da multa só não foi imediato - como aconteceu no acidente na Baía de Guanabara, no Rio, em janeiro desse ano -, porque estaria sendo questionada a legitimidade das multas.
‘‘Precisamos saber qual órgão competente pode efetivamente aplicar as multas’’, disse Souza.
Ele afirmou ainda que as equipes da Petrobras continuam atuando no local do acidente, utilizando nos trabalhos cerca de 1.000 funcionários.
‘‘Os últimos vestígios de óleo no Rio Iguaçu serão retirados até o próximo dia 8 e os vestígios em terra, que não representam danos ambientais, correspondem a 1,5% do óleo derramado’’, afirmou o diretor de abastecimento da empresa.

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