O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 20 milhões pelos danos ambientais provocados pelos acidentes com as plataformas P-36 e P-7. Além das autuações pelo vazamento, a estatal também foi multada por ter usado produtos químicos para combater o óleo antes de insistir em alternativas menos danosas ao meio ambiente.
A empresa foi multada em R$ 5 milhões pelo derramamento de 1,5 milhão de litros de óleo diesel e óleo cru da P-36, que afundou dia 20 de março, no campo do Roncador, na Bacia de Campos, RJ. E em mais R$ 1 milhão pelo vazamento de 26 mil litros de óleo cru da P-7, no dia 12, no Campo de Bicudo, na mesma bacia. Como a empresa já foi autuada por derramamento nos últimos três anos, o valor é tripliciado, atingindo R$ 18 milhões. A esta multa somam-se ainda R$ 2 milhões pelo uso inadequado de dispersantes de óleo no vazamento da P-36.
O gerente-geral de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Ruy Fonseca, disse que as multas serão enviadas para o departamento jurídico. ‘‘A possibilidade de um recurso não está descartada’’, explicou. Se a Petrobras pagar a multa em até 20 dias tem um desconto de 30%.
A Petrobras havia convocado entrevista coletiva para apresentar as primeiras informações da comissão de sindicância que apura as causas do acidente na P-36, que provocou a morte de 11 pessoas. Mas a entrevista foi transferida para segunda-feira porque a comissão não conseguiu concluir o relatório que deveria apresentar.
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea) enviou ontem ao Ministério Público do Trabalho (MPT) mais uma denúncia contra a Petrobras, sobre à morte de três petroleiros da plataforma P-7 nos últimos sete meses, em consequência de um suposto vazamento de gás sulfídrico (H2S).
De acordo com a denúncia, os operadores da plataforma não têm a qualificação técnica necessária para as atividades que executam. ‘‘Tem cozinheiro trabalhando em manutenção’’, afirmou o presidente do Crea, José Chacon de Assis, que recebeu a denúncia de um funcionário da estatal. A Petrobras não confirma as informações.

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