Agência Estado
De Brasília
Apesar do vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, no RJ, o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, garantiu ontem que a qualidade da água do local ainda é boa. A informação, dada à Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, baseia-se em relatório feito por um grupo de técnicos da Petrobras e de entidades ambientalistas que analisa a contaminação da Baía de Guanabara. Reichstul foi informado sobre a análise da qualidade da água enquanto prestava depoimento aos deputados.
Relatório de técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o vazamento põe em dúvida a garantia de Reichstul quanto à qualidade da água. ‘‘Devido à grande quantidade de óleo, os impactos na qualidade da água são de grande magnitude’’, destaca o laudo.
Segundo Reichstul, a empresa já recolheu 472 mil litros de óleo do local e espera concluir o relatório que apura a responsabilidade da detecção do vazamento em 20 dias. Ele explicou que outros 2.600 metros cúbicos do petróleo estariam impregnados na areia e submersos.
Reichstul anunciou que em 30 dias a empresa deverá concluir a limpeza das praias e pedras das áreas atingidas. Já em relação aos mangues, estima que entre 3 e 5 anos esses locais estariam recuperados. O presidente da Petrobras garantiu que ‘‘não há nenhum risco’’ de a contaminação atingir as praias da zona sul. Segundo ele, a empresa tem 32 mil bóias instaladas no mar, o que evitaria a propagação do óleo.
O primeiro dia de pagamento da ajuda de custo da Petrobras aos pescadores e comerciantes da Baía de Guanabara foi marcado por reclamações. De acordo com a Federação de Pescadores do Estado, pelo menos cem pessoas cadastradas pela empresa não conseguiram receber o dinheiro ou receberam menos do que esperavam.
‘‘Temos 20 mil pescadores cadastrados na baía e sabemos que 50% foram atingidos diretamente pelo vazamento’’, afirmou o presidente da federação, José Maria Pugas. O valor da indenização, mensal e que será paga até que o Ibama libere a pesca na baía, varia de R$ 150,00 a R$ 500,00.

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