Petrobras Distribuidora quer álcool em lista de commodities da BM&F
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terça-feira, 26 de outubro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 27 (AE) - A Petrobras Distribuidora (BR) está incentivando a inclusão do álcool na lista das commodities negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O presidente da distribuidora, Luis Antonio Viana, mantém conversações com o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de São Paulo, José Aníbal, membros da BM&F e associações de usineiros para desenhar um projeto de contratos futuros do combustível.
"Se fizermos um projeto firme em São Paulo, poderemos estendê-lo ao resto do País", afirmou Viana. Segundo ele, para a negociação na BM&F, é preciso encontrar agentes financiadores da produção. O financiador teria um documento de recebível de álcool que seria negociado, com outro agente garantindo a produção.
"A retirada de subsídios ao álcool é sensata, mas tem de haver estímulos ao produtor e ao consumidor", disse. "O financiamento ao setor é difícil". Viana explicou que a BR não será mais financiadora dos produtores, ou seja: a empresa não irá mais antecipar recursos para financiar a produção de álcool, fazendo estoques. "A BR agora vai colocar suas necessidades de compra e pagar quando receber", frisou.
Os excessos de estoques de álcool da BR em relação ao consumo já baixaram de 500 milhões de litros para cerca de 100 milhões, informou Viana. "Temos uns dois meses de excesso no Norte e Nordeste e 30 dias na região Centro-Sul".
O presidente da BR não aposta em um aumento de preço do álcool em curto prazo. Segundo ele, a competição na distribuição é grande - com a ajuda de irregularidades, como não pagamento de impostos - e a margem do produto é quase inexistente. O executivo afirma que o álcool tem um preço deprimido e "não seria sem sentido haver aumento".


