Petrobrás discute participação na abertura do mercado de petróleo
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 08 (AE) - O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, o presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, e o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, vão se reunir na terça-feira para discutir os rumos da companhia e a sua participação na abertura do mercado do petróleo. Durante o encontro, será discutida também a manutenção ou não do controle da Petrobrás sobre 115 concessões de áreas de exploração de petróleo. É possível que alguns dos blocos ou partes deles sejam devolvidos à ANP para serem levados à licitação pública.
De acordo com pedidos enviados pela Petrobrás à ANP no ano passado, a empresa teria comprovado capacidade técnica e financeira para operar em todas as áreas que requisitou, mas tem apenas três anos para começar a produzir comercialmente nos três blocos. O prazo termina em agosto de 2001. A preocupação do governo é que a Petrobrás tenha de devolver as áreas após o prazo e pagar a multa equivalente por não ter cumprido as exigências da concessão.
A reunião de próxima terça-feira ocorrerá apenas três dias antes da primeira reunião do novo Conselho de Administração da Petrobrás, presidido pelo ministro e composto por mais oito membros, entre eles o próprio Reichstul e o ministro do Orçamento, Pedro Parente. Na ocasião, poderão ser anunciados os nomes de alguns dos novos diretores da companhia. Já está acertado que o diretor-financeiro, Orlando Galvão, será afastado. Para o seu lugar, foi convidado Vitor Hallack, diretor do Banco Bozzano,Simonsen, que a princípio aceitou o convite, mas depois decidiu permanecer no banco.
Outras diretorias estratégicas que deverão ter seus titulares substituídos são a de Exploração e Produção, hoje ocupada por Antônio Agostini, e a Comercial, ocupada por Percy Louzada. Hoje, Reichstul, que teve uma breve participação num simpósio de incentivo à indústria nacional promovido pela ANP, recusou-se a falar sobre os seus planos na empresa, alegando que ainda está em fase de reconhecimento da Petrobrás.


