Relatório da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do RJ (Feema) revela que a Petrobras despeja, diariamente, pelo menos uma tonelada de óleo na Baía de Guanabara. O foco de poluição é a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, onde ocorreu o acidente de janeiro de 2000, que provocou o vazamento de 1,29 milhão de litros de óleo na baía.
O despejo de óleo ocorre porque a refinaria usa água da Baía de Guanabara para refrigerar seus sistemas internos. Depois de utilizada, essa água retorna poluída ao meio ambiente.
O presidente da Feema, Axel Grael, informou que a Petrobras já firmou um termo de compromisso com o órgão ambiental e o Ministério Público do Estado, garantindo que, em três anos, vai reduzir a praticamente zero o despejo de óleo na baía. Essa meta seria atingida por meio da instação de um sistema fechado na Reduc, sem a utilização de água da baía. Durante pelo menos mais três anos, porém, a baía continuaria recebendo o óleo.
Procurada pela reportagem, a Assessoria de Imprensa da Petrobras não havia feito contato até as 18 horas de hoje.
Segundo Grael, das 6 mil indústrias na região da Baía de Guanabara, 55 respondem por 70% da poluição, entre elas a Reduc, principal poluidora. Ele informou que pelo menos mais uma tonelada de óleo é despejada por dia na baía, principalmente por postos de gasolina. ‘‘Com a soma de todos os outros pontos de emissão, além da Reduc, a baía recebe mais uma tonelada de óleo, somando duas por dia’’, disse o presidente da Feema.
Vazamento Dez mil litros de resíduo de gasóleo vazaram de um dos dutos da Refinaria Landulpho Alves, situada na região metropolitana de Salvador. O acidente ocorreu no final de semana, mas foi divulgado ontem. O Centro de Recursos Ambientais notificou a Petrobras para que a empresa apresente o mais rápido possível um relatório técnico sobre o vazamento. (A.E)

mockup