Rio, 24 (AE) - O diretor-financeiro da Petrobrás, Orlando Galvão, disse que o pico do preço do petróleo na Bolsa de Nova York, hoje, não terá nenhuma influência no Brasil, se for apenas um aumento pontual e não uma tendência consistente de alta que se estenda por um período mais longo. "Não estamos pagando nenhuma compra substancial depetróleo hoje", afirmou. Isso quer dizer que a elevação no preço do óleo não deverá ter impacto pelo menos neste momento sobre as contas da Petrobrás, frisou.
Segundo Galvão, outras questões conjunturais mais ligadas à política internacional, como a situação na província de Kosovo, podem, sim, mudar o panorama internacional do petróleo e neste caso trazer reflexos negativos para o Brasil. "Já estávamos esperando medidas de controle de produção de petróleo, e uma guerra agora pode agravar a situação", admitiu. "Não estamos, porém, prevendo para o curto prazo nenhum impacto mais forte."
Para o diretor da Petrobrás, o que aconteceu hoje na Bolsa de Nova York foi só um pico, tanto que ao longo do dia a situação não se mostrava mais tão firme no que se refere a uma alta. O petróleo brent, por exemplo, pouco antes da Assembléia Extraordinária da Petrobrás, que começou por volta das 15 horas, já tinha caido um pouco. O Brasil consome atualmente 300 milhões de litros de combustível e a produção nacional supre 70% das necessidades internas. Os 30% restantes são importados, principalmente da Argentina e da Venezuela.

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