Curitiba- Protagonista de grandes acidentes ambientais no Paraná nos últimos quatro anos derramamento de óleo no Rio Iguaçu, em 2000, e na Serra do Mar, em 2001, e de Nafta na Baía de Paranaguá, também em 2001 , a Petrobras vem tentando agregar esforços de órgãos ambientais, Defesa Civil e das comunidades onde está inserida, para atuar em situações emergenciais. A articulação está sendo discutida, em Curitiba, no 2º Seminário Petrobras de Combate a Emergências em Nível Regional para a Região Sul, aberto ontem.
A coordenadora de Segurança em Meio Ambiente da Petrobras na Região Sul, Tânia Zonenschein, disse que a intenção é trocar experiências e estabelecer mecanismos de integração entre a estatal e organizações governamentais e não-governamentais envolvidas com a preservação ambiental.
Tânia lembrou que a Petrobras está desenvolvendo um projeto piloto com a população de São Mateus do Sul (91 km a nordeste de União da Vitória), onde está instalada a Unidade de Industrialização do Xisto (Six). Até janeiro, deverá ser concluído o diagnóstico das comunidades próximas e em seguidas serão iniciadas ações de relacionamento com a população.
O acidente com o navio VicuÀa ocorrido no último dia 15 foi motivo de comentários. O gerente de prevenção da Defesa Civil de Santa Catarina, capitão Márcio Luiz Alves, disse que o que falta no País é planejamento, pois as ações em uma situação de emergência não podem ser isoladas. No caso de Paranaguá, lembrou ele, houve preocupação em evacuar a área por causa do risco de novas explosões, mas o isolamento para conter o óleo que vazou do navio ficou para um segundo momento, agravando o dano ambiental.
Alves disse que, em Santa Catarina, foi implantado o Sistema de Comando em Operações, que reúne esforços de vários órgãos para atuar nos acidentes ambientais e catástrofes climáticas. A Defesa Civil Nacional, segundo ele, deve adotar o modelo para os demais estados.

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