Rio, 25 (AE) - Um conselho de notáveis, formado por 13 pessoas famosas em suas áreas, vai orientar a política de patrocínio cultural, social e esportivo da Petrobrás Distribuidora (BR). Hoje, aconteceu a primeira reunião do Conselho Consultivo BR - Apoio Institucional, que reúne, entre outros, o cantor e compositor Gilberto Gil, o ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, o ex-governador de Brasília Cristóvam Buarque e a juíza Denise Frossard.
Segundo o presidente da estatal, Luiz Antônio Viana, o órgão, como diz o nome, terá uma função consultiva - os projetos continuarão a depender da aprovação da direção da empresa. "A idéia é ter maior transparência no processo de seleção dos projetos", afirmou ele. Os integrantes do conselho não recebem remuneração e vão acompanhar a aplicação das verbas. Este ano, a BR está destinando R$ 14 milhões para programas em diversos setores. O orçamento do ano que vem ainda não foi fechado, mas Viana espera manter o valor desse ano ou até aumentar.
Até o final de novembro, cada um dos notáveis vai apresentar sua sugestão sobre conceitos e políticas que a empresa deverá adotar. Numa reunião, em data a ser marcada, as sugestões serão apreciadas e votadas, formando um corpo de normas que vão definir como a BR vai agir em seus patrocínios. "Vamos analisar os projetos à luz dos conceitos aprovados", explicou Viana. Ele espera, porém, que os nomes arregimentados pela empresa ajudem a montar parcerias para patrocínios que exijam quantias mais altas. "Essas pessoas são elementos catalisadores de apoio em outras empresas", avaliou. Sugestões - Na reunião de hoje, os novos conselheiros analisaram a atuação da BR, que patrocinou filmes como "O Quatrilho" e "O Que É Isso, Companheiro?", a Companhia de Dança Deborah Colker, o projeto "Dançando para Não Dançar", que ensina balé a crianças de quatro favelas cariocas e o programa Força Olímpica, de Brasília.
Fittipaldi sugeriu que a BR dê apoio a atletas iniciantes; outro conselheiro, o presidente da Fundação Bienal, Júlio Landmann, apresentou a idéia de criar um ranking de empresas de acordo com sua participação em ações sociais. Viana garantiu que a formação do conselho não vai interferir nos projetos já patrocinados pela BR.

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