A Petrobras iniciou ontem a coleta de amostras do solo das regiões ribeirinhas próximas dos rios atingidos pelo vazamento de 50 mil litros de óleo diesel, ocorrido no último dia 16, na Serra do Mar. Para cada prova de terra recolhida, a estatal promete fornecer os resultados em 48 horas. A medida procura tranquilizar os produtores de Morretes, que ameaçam processar a empresa em função de supostas perdas na produção agrícola.
O gerente-geral da Transpetro (subsidiária da Petrobras responsável pelo duto), Geraldo Marfurte, disse que ontem foi realizada uma reunião com uma equipe técnica, que planejou como vão ser feitas as coletas nas propriedades próximas dos rios do Meio, Sagrado, das Neves e Nhundiaquara, contaminados pelo óleo. Marfurte afirmou que, a princípio, a estatal vai priorizar os terrenos dos proprietários que solicitarem ajuda no posto da estatal.
A empresa montou ao lado da BR-277, que liga Curitiba ao Litoral, um posto de atendimento, conhecido como Casa Verde. ‘‘O proprietário que tiver algum tipo de dúvida ou achar que foi prejudicado pode se dirigir ao local, onde será orientado’’, afirmou Marfurte.
Segundo o gerente da Transpetro, a empresa já vinha orientando os produtores desde o primeiro dia de vazamento. A Folha esteve na região do Rio Sagrado, onde os moradores reclamaram da falta de informação. O medo dos produtores é de que o solo possa ter sido contaminado com óleo, que foi despejado nas áreas ribeirinhas, depois de uma cheia. ‘‘Os locais afetados com óleo, cujo terreno perder a produtividade, a empresa vai procurar ressarcir os agricultores’’, afirmou. Marfurte destacou que será visto caso a caso. A empresa já adquiriu uma plantação de milho, que estava contaminada pelo óleo diesel.
Quanto ao problema de irrigações dos terrenos, a estatal disse que aguarda a liberação por parte do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O órgão estadual prometeu dar um resposta sobre o assunto na próxima semana. ‘‘Mas se os produtores precisarem, vamos ver meios para irrigar as propriedades’’, assegurou. Geraldo Marfurte disse que os produtores podem entrar em contato com a empresa pelo telefone (41) 465-1212. (I.R.)

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