Petrobrás admite atenuar custo do gás para garantir usinas
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de agosto de 1999
Por Cley Scholz 
São Paulo, 9 (AE) - O presidente da Petrobrás, Henri Phillippe Reichstul, admitiu hoje que a estatal poderá negociar alguma forma de benefício para atenuar o impacto do reajuste de 28,78% do gás natural sobre os projetos de geração termoelétrica. O presidente da estatal reconheceu que o aumento poderá tornar inviáveis alguns projetos de geração de energia elétrica em usinas movidas a gás natural.
"Vamos discutir com os investidores, pois temos interesse nos projetos, já que as termoelétricas significam garantia de mercado para o gás importado da Bolívia e produzido no País", justificou.
Ele explicou que o megawatt gerado em termoelétricas custa US$ 33, o que significa que o preço máximo do gás para tornar viável a geração é de US$ 2,30 por milhão de BTU (energia equivalente a um barril de petróleo). Atualmente, o gás natural nacional está custando US$ 2,30 e o importado da Bolívia, US$ 2 96, muito superior ao limite de viabilidade das usinas térmicas que estão sendo instaladas em caráter emergencial visando resolver o risco de falta de eletricidade para atender ao consumo nacional.
"Estamos iniciando negociações com o setor e talvez seja necessário rever a estrutura de preços do gás", comentou Reichstul, lembrando que o gás nacional tem custo zero, já que é associado à extração de petróleo. "O Brasil precisa da energia térmica e estão previstos vários projetos de novas termoelétricas com um total de 11 mil megawatts de capacidade instalada total."


