Petrobras adia obra de oleoduto
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Andréa Lombardo 
Curitiba - A Petrobras decidiu adiar a conclusão das obras de recuperação do oleoduto que liga a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ao Terminal de Paranaguá, no Litoral do Estado. Depois de substituir cerca de três quilômetros da tubulação que tem ao todo 96 quilômetros, a empresa achou melhor aproveitar o embalo dos serviços para enterrar um trecho de aproximadamente 50 metros na Serra do Mar, onde o duto é aéreo. A previsão anterior era de que as obras fossem concluídas até o dia 20 de dezembro do ano passado.
O oleoduto se rompeu no dia 16 de fevereiro do ano passado, num trecho que corta a Serra do Mar, na localidade de Carambiú, município de Morretes. Cerca de 15 mil litros de óleo diesel vazaram, atingindo a vegetação e rios da região. A causa do acidente, segundo a Petrobras, foi a movimentação do solo, que tirou a sustenção da tubulação. Isso não livrou a empresa de ser multada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em R$ 150 milhões e, ainda, a responder judicialmente pelo dano ambiental. O processo ainda tramita na Justiça.
O fato do trecho do duto ficar exposto o torna mais vulnerável, explicou Luiz Vicente Maurer Ferreira da Costa, da Transpetro - subsidiária da Petrobras - ao justificar a decisão da empresa. Ainda não há previsão de quando essa, que deve ser a última etapa de obras, será terminada. Segundo ele, apesar de ser um trecho pequeno, o acesso é difícil e o início dos serviços ainda depende da liberação pelo IAP. A empresa ainda não entrou com o pedido de licenciamento junto ao órgão.
Depois de concluída a recuperação, o reinício da operação do oleoduto vai depender, ainda, da liberação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão fiscalizador que avalia se os quesitos de segurança estão sendo cumpridos pela Petrobras. Só depois da avaliação da ANP é que o IAP vai decidir pelo desembargo e licenciamento ambiental da obra.


