PETI - PR amplia ação contra trabalho infantil
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sexta-feira, 16 de julho de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná vai ter até o fim do mês um crescimento de 14,5% no número de famílias atendidas (44.434) pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do governo federal, na comparação com junho deste ano. A principal cidade beneficiada vai ser Londrina, onde o programa, que atendia 353 famílias, vai ajudar 1.953, um aumento de 453,3%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome, entre as cidades que mais têm crianças de até 15 anos, Londrina era a que tinha a maior demanda. O Peti atua em 39% das 399 cidades do Estado.
Além do Londrina, outras 19 cidades do Paraná vão ter aumento no número de famílias beneficiadas pelo Peti, sendo nove delas só na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo a secretária nacional de assistência social do Ministério do Desenvolvimento Social, Márcia Helena Carvalho Lopes, o Estado vai receber R$ 1,4 milhão para o Peti. Ela explicou que a decisão por beneficiar mais algumas cidades veio da Comissão Intergestora Bipartite, que coordena o Peti no Estado.
O programa ajuda as crianças que estão trabalhando com bolsa-auxílio de R$ 40 para as que vivem em áreas urbanas e de R$ 25 para as que moram na zona rural. Elas precisam necessarimente se matricular na escola. Já os municípios da área rural recebem R$ 20 e da área urbana R$ 10 para manter as crianças em atividades no contraturno da escola. Segundo o ministério, 128.593 crianças entre cinco e 15 anos trabalham no Paraná. A maioria delas está em Curitiba (17,6 mil), em Londrina (7,3 mil) e em Foz do Iguaçu (4,8 mil).
O índice de crianças trabalhando em atividades perigosas é de 47% do total no Estado, de acordo com o ministério. A procuradora do Ministério Público (MP) do Trabalho no Paraná, Margaret Matos, conta que boa parte dessas crianças que exercem essas atividades está nas ruas, na agricultura, em olarias, oficinas mecânicas, carvoarias, entre outras. E a maior incidência é no interior. ''Muitas pessoas têm a cultura que é normal levar o filho para ser aprendiz desde pequeno. E também no interior há menos fiscalização.''


