Em 2001, as pesquisas se direcionaram para uma grande faixa do Norte do Estado, onde há um número acima do normal de mortes por câncer de fígado. A análise da água dos rios constatou a existência, nos rios, de um estoque ambiental de pesticidas aplicados nos anos 40 e 50 principalmente nas lavouras de algodão e café da região, que usavam o produto no combate a pragas. ''Os pesticidas clorados e bromados eram pouco controlados na época, por isso as pessoas aplicavam em grande quantidade. Como o produto se degradava muito lentamente, só depois de 30 a 40 anos, o estoque de pesticida ia aumentando a cada safra'', explica o geólogo Otávio Augusto Boni Licht.
As taxas de cloro e bromo na água, segundo ele, já haviam sido identificadas em 1996 por uma equipe de médicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que também fizeram essa relação com a área de pesticida. Os trabalhos para solucionar os problemas, segundo ele, são realizados em conjunto por órgãos como secretarias de Estado da Saúde, da Agricultura, Sanepar e UEL.
Licht apresentou os estudos da Mineropar, ontem na conferência internacioanl ''Descontaminação e Despoluição de solos'', promovida pela Central de Abastecimentos de Alimentos (Ceasa) e Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF), que trouxe o engenheiro agrônomo Jérôme Costil, presidente da União das Empresas para a Despoluição dos Solos da França (UPDS) para falar sobre as experiências naquele país. (M.G.)

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