Curitiba - O governador Orlando Pessuti disse ontem que a primeira intenção é não repassar o aumento médio de 2,46% para as tarifas de energia da Copel. O percentual foi autorizado na última terça-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No entanto, ele não descartou a possibilidade de aplicar uma parte do reajuste de 13% do ano passado que até hoje é transformado em desconto para quem paga a conta em dia.
''Nós temos ainda um saldo de reajuste de tarifa do ano passado que nós não aplicamos. Talvez façamos a aplicação de alguma coisa daquilo que era para termos aplicado um ano atrás'', disse. Mas, garantiu que os 2,4% autorizados neste ano pela Aneel, com certeza, não serão aplicados.
Segundo ele, a questão ainda será discutida com a diretoria da Copel. O governador destacou que a política durante o governo Requião sempre foi de não aumentar a tarifa e mantê-la como a mais baixa de todas as tarifas de energia do Brasil.
A Aneel autorizou um aumento de 3,65% para os consumidores de baixa tensão (residenciais) e de 1,61% para os de alta tensão (industriais). Os percentuais de reajuste da distribuidora refletem, entre outros fatores, a variação do IGP-M, índice previsto no contrato de concessão para mensurar a inflação do período, os custos com compra de energia e o aumento da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo que incide nas tarifas de energia elétrica destinado a subsidiar a geração de energia nos sistemas isolados, sistemas elétricos instalados no Norte do País e que não integram o Sistema Interligado Nacional.

mockup