Curitiba- Os funcionários do Banco Central (BC) engrossaram, ontem, o movimento de greve de outras categorias de servidores públicos federais, mas a paralisação foi apenas de advertência. O sindicato que representa a classe calcula que entre 70% e 80% dos cerca de 130 empregados de Curitiba aderiram à mobilização que aconteceu, paralelamente, em oito capitais. No próximo dia 18, os funcionários decidem, em assembléia, se iniciam, a exemplo de outros servidores, uma greve por tempo indeterminado, a partir do dia 19.
De acordo com o presidente regional do Sindicato dos Funcionários do Banco Central, Luiz Carlos Alves de Freitas, apenas as chefias e os funcionários do departamento jurídico que devem se engajar ao movimento dos advogados da União não paralisaram suas atividades ontem. A unidade do BC em Curitiba, informou, atende demandas de distribuição de dinheiro, atendimento ao público, câmbio, fiscalização, endividamento público e autorização do sistema financeiro.
A pauta dos funcionários do BC é a mesma da negociação geral dos servidores federais: reajuste emergencial de 50%.
Os funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Paraná, que cruzaram os braços na última segunda-feira, aguardavam ontem uma posição do órgão, em Brasília, para decidir os rumos do movimento. Além do reajuste, eles pedem o assentamento das famílias acampadas, o aparelhamento e recomposição do quadro de funcionários e plano de carreira. No Paraná, o Incra tem aproximadamente 150 funcionários em Curitiba, Francisco Beltrão e Cascavel.

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