Pessoal de propaganda ganha mais de R$ 10 mil
No Distrito Federal, na contramão da tendência nacional, são os formados em propaganda e marketing -sem qualquer tipo de pós-graduação- os mais bem pagos, com um salário médio de R$ 10.655,01.
Além da remuneração, os dados da pesquisa também indicam a probabilidade de ocupação de cada profissional. No ranking ocupacional, as cinco primeiras posições são da área médica. Além dos médicos com mestrado e doutorado -com a maior chance de ocupação (93%)- estão os médicos sem pós-graduação (91%), os graduados em odontologia (88%), os graduados em farmácia (87%) e os graduados em enfermagem (82%).
Marcelo Neri montou um sistema em que o usuário é capaz de buscar dados que possam ajudá-lo na decisão de investir em educação ou na escolha da profissão.
O sistema, que reúne dados do Censo de 2000, funciona como uma espécie de espelho. O usuário entra com seus dados -sexo, idade, raça, localização, nível de formação- e verifica a renda média recebida por profissionais como ele e a probabilidade de se empregar. Com o sistema, pode-se ver inclusive o reflexo de discriminação no mercado de trabalho.
Por exemplo, um homem, com mestrado ou doutorado em administração, de 45 a 49 anos, que mora em área urbana, e não tem descendência afro recebe uma renda média de R$ 4.396,72, acima dos R$ 2.693,19 recebidos por uma mulher, com a mesma formação, idade, raça e localização.
O banco de dados pode ser acessado pelo endereço eletrônico www.fgv.br/ibre/cps.(A.E.)





