Pessoal das Nações Unidas é retirado do Timor Leste
Dili, 09 (AE-AP) - As Nações Unidas retiraram nesta quinta-feira (09) seus funcionários no Timor Leste, deixando apenas alguns empregados para continuar trabalhando no processo de independência deste território.
A saída ocorreu após os funcionários da ONU ficarem presos no local durante vários dias. Entre os retirados, estava o chefe da missão Ian Martin, que foi levado em um caminhão ao aeroporto enquanto ouvia-se disparos à distância.
Ontem, a Igreja Católica acusou as milícias pró-Indonésia de atacar freiras e padres no Timor Leste, um território predominantemente católico, onde os eleitores decidiram pela independência em relação a Jacarta. A maioria da população indonésia é muçulmana.
A manutenção da missão da ONU em Dili foi considerada vital para guiar a ex-colônia portuguesa rumo à independência.
Milicianos pró-Indonésia saíram às ruas desde sábado, após o anúncio do resultado do plebiscito, e começaram a saquear, incendiar e disparar tiros nos povoados de Timor Leste, invadido em 1975 pela Indonésia.
Parte da violência diminuiu hoje. Mas os residentes aterrorizados continuavam chegando ao território vizinho de Timor Ocidental.





