Se não usadas corretamente, as novas tecnologias podem provocar perda auditiva a longo prazo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência auditiva. Em 2000, dados do IBGE mostravam que quase 6 milhões de pessoas declaravam-se portadoras de deficiência auditiva.
De acordo com Aníbal Arrais, otorrinolaringologista do Hospital Santa Paula (SP), a perda de audição se instala de forma lenta e progressiva e o ouvido sofre um processo de envelhecimento gradual. ''Cerca de 30% das pessoas entre 65 e 75 anos sofrem de perda de audição. Quem sofre de presbiacusia sente dificuldade em compreender conversas com ruído ao fundo, percebe a fala das pessoas à sua volta como se fossem resmungos, tem mais facilidade de identificar vozes graves do que as agudas e de começar a sentir zumbidos''.
Segundo Arrais, como a perda de audição é gradual, a pessoa demora para admitir que está ficando surda. E os motivos que causam esse mal variam de hereditariedade, passando pelo efeito acumulativo da exposição repetida ao barulho até a ingestão de determinados medicamentos. ''Pacientes que sofrem de doenças do coração, diabetes ou problemas circulatórios estão mais sujeitos a sofrer o comprometimento da audição'', explica o profissional.
No entanto, é possível reverter a doença. ''A pessoa deve evitar sons altos no trabalho ou em casa, para minimizar o impacto do efeito acumulativo. Quem fica sujeito a ruídos como estampidos de armas de fogo, maquinário de serralheria e marcenaria, ou mesmo que trabalha em construção civil deve usar protetores regularmente'', diz o médico.(A.E.)

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