Pesquisas têm continuidade durante greve
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quinta-feira, 02 de agosto de 2012
Guilherme Jeronymo <br> Agência Brasil 
Rio - A greve nas instituições federais de ensino tem impacto diferente na graduação, na pós-graduação e na pesquisa. Segundo professores ouvidos pela Agência Brasil, embora a graduação esteja parada em praticamente todas as universidades, ainda que alguns cursos não tenham aderido, parte dos programas de pós-graduação manteve seu calendário normal.
''A greve é um estado estranho para nós da academia. Muitas das categorias quando entram em greve assumem as consequências (da paralisação). Quando terminar a greve, os professores vão ter de repor estas aulas nas férias', disse o professor associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), André Lemos, representante da área de comunicação no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento à produção científica ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Segundo Lemos, os programas de pós-graduação não param. O professor informou que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) enviou documento ao programa do qual ele faz parte na UFBA informando que nenhum calendário será alterado. ''Prazo de bolsas, editais, toda a burocracia das agências está mantida, como se não estivéssemos em greve', disse.
O próprio CNPq confirmou que não houve alteração nos seus cronogramas. ''O CNPq não lida com instituições, lida com pessoas. Quando eu lanço um edital não é uma instituição, não é um departamento, não é uma universidade que faz uma solicitação. É um indivíduo. Esse indivíduo, quando ganha um projeto, ele assina um contrato que estabelece o prazo de recebimento das parcelas correspondentes àquele projeto e os prazos de prestação de contas, relatório final, etc. Esses contratos são com indivíduos, então não há nenhuma razão pela qual a gente mude globalmente qualquer procedimento', disse o presidente do CNPq, Glaucius Oliva.


