Hoje, há 2,5 mil estudos sobre a ação dos antiinflamatórios no coração. Trabalhos associados ao enfarte, 860. ''Não significa que as pesquisas afirmem que o remédio faz mal ao órgão. Mas, certamente, o grande número de trabalhos mostra que existe uma associação muito importante'', diz Ibraim Pinto, cardiologista do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.
Estudos clínicos mostraram que alguns antiinflamatórios agem diretamente, interferindo no funcionamento das células do órgão. A consequência é o estreitamento das artérias que levam sangue ao coração, aumentando as doenças cardiovasculares. Entre elas, angina, enfarte e derrame cerebral.
Foi o que ocorreu com o Vioxx, retirado do mercado em outubro de 2004 pelo próprio fabricante, o laboratório Merck, depois da constatação que o remédio causava problemas cardiovasculares se consumido por mais de 18 meses sem interrupção. Até hoje o laboratório enfrenta ações na Justiça que atribuem a morte de pessoas ao uso do remédio.
Em abril de 2005, o Bextra, produzido pela Pfizer, também foi retirado do mercado. O FDA, órgão americano que regula medicamentos no país, alegou que o remédio, além de aumentar a chance de reações alérgicas, como vermelhidões e dermatites, elevava o o risco cardiovascular. No mesmo ano, em agosto, a Pfizer decidiu mudar a bula de outro antiinflamatório, o Celebra, adicionando a informação de que o remédio pode causar problemas cardiovasculares.(Agência Estado)

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