O administrador da Fazenda Figueira, José Renato Gonçalves, lembrou que o acordo firmado no último dia 20 suspendendo a reintegração de posse determinada pela Justiça não foi cumprido pelo Incra. Assim, pesquisadores e universidades conveniadas podem ser prejudicados com a suspensão das atividades paralisadas há quase um mês. "Três pesquisas de doutorados e quatro mestrados foram suspensos. Isso pode provocar problemas nas bolsas de estudos, além do prejuízo nas notas e recursos destinados às universidades, como UEL e UEM", informou.
Ele argumentou que a área central da Fazenda Figueira, próxima do espaço experimental, foi ocupada pelos MST, o que impossibilita o acesso dos alunos. "As pesquisas foram suspensas pelas universidades por questões de segurança, já que a integridade física dos estudantes fica em risco nesta situação. Neste caso, é melhor esvaziar o local invadido para diminuir o número de envolvidos", esclareceu.
Além disso, Gonçalves adiantou que os resultados das pesquisas também podem sofrer com permanência do acampamento na área, pois as avaliações diárias e semanais não estão sendo realizadas. "A cada dia que passa, os prejuízos só aumentam. Estamos aguardando uma solução pacífica, mas ainda não enxergamos uma luz no fim do túnel", lamentou.
Segundo a administração, as pesquisas são conduzidas com objetivo de validar tecnologias a serem aplicadas nos sistemas de produção, além da obtenção de indicadores de sustentabilidade para a atividade de pecuária de corte. A Fazenda Figueira ainda possui Reserva Particular do Patrimônio Natural, a "Mata do Barão", que é considerada a maior reserva de Mata Atlântica contínua de Londrina. (R.F.)

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