Pesquisas divergem sobre resultados no segundo turno no Peru
Lima, 18 (AE-ANSA) - Dois institutos privados de pesquisas apresentaram hoje (18) resultados divergentes sobre as intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais peruanas: enquanto o instituto APOYO dá como ganhador o presidente Alberto Fujimori, a empresa de Marketing e Estudos IMA atribui a vitória a Alejandro Toledo.
O resultado da pesquisa do APOYO, realizada com 512 pessoas em Lima entre 14 e 16 de abril, aponta vitória de Fujimori com 46%, contra 42% de Toledo. Já a pesquisa da IMA, que ouviu 530 pessoas também na capital entre 14 e 15 de abril, indicou vitória de Toledo com 48,1%, contra 42,1% para Fujimori.
Os resultados foram divulgados em meio aos debates sobre a eficácia das prévias eleitorais, uma vez que em 9 de abril, dia do primeiro turno, três institutos de pesquisas entre os quais o APOYO se equivocaram nas pesquisas de boca de urna, apontando Toledo como virtual ganhador. Horas depois, modificaram os resultados, atribuindo o erro aos consultados. Segundo os pesquisadores, muitos temeram revelar seu "voto vergonhoso" a favor de Fujimori.
Enquanto isso, Toledo, que ontem deu ao governo um prazo de dez dias (a partir de 14 de abril) para demonstrar sua disposição de corrigir as irregularidades cometidas no primeiro turno, prossegue em sua ofensiva eleitoral. Ele visitou hoje algumas universidades em Lima para agradecer o apoio recebido dos estudantes, que mobilizaram a população para exigir a realização de um segundo turno quando as autoridades eleitorais começaram a demorar na divulgação dos resultados.
Carlos Ferrero, o candidato a vice na chapa de Toledo pelo partido Peru Possível, disse hoje que seu partido está mantendo contatos com representantes da Conferência Episcopal peruana para pedir aos bispos católicos uma mediação no acordo pré-eleitoral. Porém, o candidato governista à vice-presidência Francisco Tudela já anunciou ontem a disposição da coalizão pró-Fujimori de acatar as recomendações da missão de observadores da OEA, mas não outras "propostas políticas", entre elas as intervenção da Igreja.
As propostas da OEA são a capacitação de pessoal dos partidos políticos na supervisão da votação, o acesso equilibrado dos dois candidatos aos meios de comunicação e o monitoramento do sistema de apuração dos votos.





