Pesquisas apontam novas tendências
Pesquisas feitas nos últimos anos apontam uma nova tendência para o tratamento do colesterol - que a atenções devem se voltar ainda mais para o nível de HDL, o bom colesterol.
O estudo Prosper (The Prospective Study of Pravastatin in the Elderly at Risk), divulgado no ano passado na revista Circulation da American Heart Association, apontou que os idosos devem dar mais atenção ao nível de HDL, o bom colesterol.
Segundo o estudo, o nível de HDL é mais influente que o LDL na prevenção de eventos cardiovasculares graves em pessoas com mais de 70 anos. Segundo dados do Procam (Prospective Cardiovascular Mhnster Study), cerca de 80% dos infartos acontecem entre pessoas com mais de 60 anos. Então há que se preocupar com a elevação das taxas de HDL em pacientes nessa faixa etária, para se evitar eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio, derrame cerebral ou morte súbita, afirma o cardiologista Jairo Lins Borges, de São Paulo.
Desde 1985, quando os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina, Michael S. Brown e Joseph Goldstein mostraram a importância do combate ao mau colesterol, o foco do tratamento era a diminuição do LDL. Pesquisas recentes revelam, no entanto, necessidade crescente em aumentar as taxas de HDL. Para cada aumento de um miligrama de HDL, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares cai de 2% a 3%. (Reportagem Local)





