Seis mil pessoas que trabalharam no Censo de 96 no Paraná não receberam os salários de dezembro e as verbas de recisão de contrato que deveriam ter sido pagas pelo IBGE no início do mês. O instituto reconhece a dívida, diz que está esperando o dinheiro ser liberado pelo governo federal, mas não sabe quando vai pagar. ‘‘Não temos previsão de quando esse dinheiro vai sair’’, disse ontem Alan Grabowski, do IBGE do Paraná.
O atraso está provocando revolta entre pesquisadores e supervisores do Censo que recebiam em média R$ 400,00 por mês. Além dos salários, eles acusam o IBGE de atraso na entrega de vales transportes e de não ter fornecido os vales refeição de novembro e dezembro previstos nos contratos.
Com a falência da empresa carioca Blue Moon, que fornecia os tickets refeição, os R$ 70,00 relativos aos vales de dezembro também não foram entregues.
‘‘Toda empresa pública tem problemas para fazer pagamentos no início do ano’’, alegou Grabowski. Segundo ele, o atraso na entrega de vales transporte ocorreu por problemas operacionais ‘‘apenas em alguns municípios’’. Grabowski garantiu que esses problemas não ameaçam a finalização dos números do Censo. ‘‘A pesquisa de campo já terminou. Agora estamos fazendo apenas a checagem’’, afirmou. A dívida acumulada do IBGE com fornecedores e recenseadores, segundo ele, soma cerca de R$ 700 mil, número considerado baixo por funcionários do instituto, que estimam os atrasados em mais de R$ 1 milhão.

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