Rio, 01 (AE) - Pesquisadores e técnicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea) discutiram hoje, em Niterói, formas de implantação do Mecanismo para o Desenvolvimento Limpo (MDL) - ferramenta que irá permitir que os países em desenvolvimento sejam ressarcidos pelos países industrializados emissores de gases poluentes.
O MDL foi recomendado pela Agenda 21, documento tirado durante a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, realizado no Rio de Janeiro, em 1992, a Rio-92, e confirmado nos termos do Protocolo de Quioto, durante Conferência Mundial sobre Clima, no Japão, ano passado. Durante os debates da Rio-92, ficou acertado que os países desenvolvidos deveriam reduzir à metade a emissão de gases poluentes até 2010, mas, prevendo o não-cumprimento da meta, foi criado o MDL como forma de minimizar o problema.
Segundo o presidente do Crea, José Chacon de Assis, o ressarcimento pelos estragos ao meio ambiente será feito através da emissão de certificados de redução de poluição a serem comprados pelos países desenvolvidos em bolsas de valores. "Na reunião de hoje, discutimos a criação de projetos ambientais que poderão ter certificados lançados no mercado mundial", explicou. Entre eles, segundo Chacon, está o de geração de energia eólica no Estado do Rio, desenvolvido pelo Crea pela UFF. "A capacidade de geração é de 30 megawatts e já há oito municípios interessados no projeto", afirmou.

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