Porto Alegre, 21 (AE) - Nove mil peças arqueológicas foram descobertas no terreno que abrigaria a fábrica da Ford do Brasil em Guaíba, no Rio Grande do Sul. O achado foi de um grupo de pesquisadores do Museu de Ciências e Tecnologia da PUC. O material foi enviados para datação nos Estados Unidos e retornou na quinta-feira. "São fragmentos de cerâmica, líticos, ósseos e de carvão, encontrados em três casas habitadas pelos índios guaranis pouco antes do descobrimento do Brasil, entre os anos de 1.420 e 1.460", explicou hoje o arqueólogo Klaus Hilbert, coordenador do laboratório de arqueologia do Museu.
Ossos de anta, coquinhos, restos de fogueira e outros achados ajudarão, segundo Hilbert, no melhor entendimento dos hábitos alimentares dos guaranis e do meio ambiente às margens do rio Guaíba antes da chegada dos europeus. O salvamento arqueólogico do terreno foi contratado pela Ford do Brasil por imposição legal. Para o empreendimento ser licenciado, além do estudo de impacto ambiental, é necessário este tipo de tarefa.

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