Curitiba- Como se trata de um problema genético, o gene alterado pode ser transmitido através das gerações. As pesquisas detectaram pessoas com alterações há quase 80 anos. Outro dado importante é que nem todos que têm o gene alterado, desenvolverão o câncer. ''Isso significa que há pessoas saudáveis por aí que estão transmitindo o gene alterado por gerações. E não podemos saber o que isso vai significar daqui a vários anos'', alerta o médico Romolo Sandrini Neto.
Para detectar pessoas com o gene modificado e, no caso de aparecimento do tumor, fazer o tratamento precoce, a unidade mantém um programa responsável por avaliar e acompanhar os parentes de crianças que tenham o tumor. O acompanhamento prevê consulta médica e realização de exames de ecografia do abdômen e de sangue a cada três meses, principalmente junto a crianças de até quatro anos de idade. Segundo Rosana Marques Pereira, médica responsável pelo programa, há casos de famílias com até três pessoas com gene modificado.
Um dos objetivos do programa é detectar os tumores o mais precocemente possível. Casos tratados nos primeiros meses do aparecimento da doença têm 90% de chances de cura. Quando tratados mais tarde, quando o tumor já está com cerca de 200 gramas, a chance cai para 50%. Na fase de metástase, dificilmente há cura.
Rosana espera que o acompanhamento dos familiares também ajude a desvendar outras dúvidas, como o índice de pessoas com gene modificado que chegam a desenvolver o tumor e o porquê da maior incidência em meninas.(M.G.)

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