Rio, 15 (AE) - O Centro de Referência do Estado do Rio de Janeiro em Pneumologia Ocupacional, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordenado pelo pneumologista Hermano Albuquerque, pode constatar na próxima semana o primeiro caso de contaminação pelo Limpet. O produto, um spray de amianto do tipo amosita, foi utilizado na construção civil do País até o início da década de 80.
O paciente, que não quis se identificar, será examinado e levado aos locais em que trabalhou. A equipe da Fiocruz vai verificar se ele contraiu câncer de pulmão ou asbestose - doenças decorrentes da exposição ao amianto - nas obras feitas pela empresa para a qual trabalhava, a Temporal S.A.
Risco - Albuquerque alertou para o risco de contaminação nos locais onde foi utilizado o Limpet, como prédios comerciais, igrejas e cinemas. "Na Europa, houve uma retirada do amianto que fica na superfície das construções, que, com o desgaste, poderia ser liberado, tornando-se um fator de risco para o câncer", disse o pneumologista.
"É claro que essa possibilidade é menor do que no caso dos funcionários que trabalhavam diretamente com o produto, mas, infelizmente, ainda não há uma política de substituição desse material no País."

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