Brasília - Um método desenvolvido pela pesquisadora Adriana Sturion Lorenzi, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da Universidade de São Paulo (USP), permite identificar a presença de cianobactérias (conhecidas como algas verdes-azuladas) produtoras de toxinas nocivas à saúde. O estudo ganhou o primeiro lugar no Prêmio Jovem Cientista, categoria graduados. O anúncio foi feito ontem, pelo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Erney Camargo.
Adriana receberá R$ 30 mil, mais R$ 10 mil para pesquisa e uma bolsa de doutorado. O estudante da Fundação Bradesco de Paragominas (PA), Carlos Nunes Júnior, recebeu o prêmio Jovem Cientista do Futuro. O estudante criou um filtro caseiro para melhorar a qualidade de água em bairros de sua cidade.
Na edição deste ano do prêmio, cujo tema era ''Água: a Fonte da Vida'', as mulheres foram as grandes vencedoras. Dos 9 premiados, 7 eram mulheres. Na categoria estudantes, a pesquisa premiada foi a de Cristhiane Assenhaimer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No trabalho, Cristiane propõe que cascas de camarão sejam usadas para despoluição dos rios. A Universidade do Vale do Itajaí foi a vencedora da categoria mérito institucional.
O prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do CNPq, Grupo Gerdau, Eletrobrás e Fundação Roberto Marinho. Camargo comemorou o aumento dos trabalhos inscritos para o prêmio. Este ano, foram 240 na categoria graduados e 105, na de estudantes. No Prêmio Jovem Cientista do Futuro, foram inscritas 777 monografias. O vencedor da categoria graduados e do Prêmio Jovem Cientista do Futuro, receberão também, bolsas de estudo. No próximo ano, o tema para o prêmio será Produção de Alimentos, Soluções para a Fome.

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