Pesquisadora apresenta propostas
Construção de creches e postos de saúde. Planejamento familiar. Maior atendimento à saúde da mulher. Alfabetização de adultos. Saneamento básico. A coordenadora dos movimentos sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Milena Martinez, saca uma lista de propostas para o combate efetivo à pobreza. Dar cestas básicas a famílias carentes ajuda, mas não resolve, afirma a professora.
Segundo Milena, políticas públicas compensatórias não são capazes de resolver o problema da pobreza. Só temos ações pontuais, em que alguns programas são criados para algumas pessoas, avalia. A presidenta da Fundação de Assistência Social (FAS), primeira-dama Marina Taniguchi, pondera: Quanto mais a prefeitura faz, mais surge por fazer e o trabalho nunca acaba.
Marina dá como exemplo o bairro Novo, que existe há aproximadamente seis anos. Já são 30 mil pessoas que querem saneamento, asfalto, escola, creche, arborização, avisa. O mapa deixa claro que a região central é bem atendida, enquanto a periferia fica em segundo plano, sentencia a professora. Para ela, agora vai ser possível verificar os pontos mais visados nas ações dos governantes e constatar com maior nitidez o processo de exclusão social.
A primeira-dama apresenta a série de programas da FAS como resposta. De acordo com Marina Taniguchi, a fundação mantém as Linhas e Liceus de Ofícios, que formam 19 mil pessoas por ano em quase 80 cursos. Mais do que a oportunidade de aprender uma profissão, esses cursos dão a chance de se viver dela, acredita. Também foram destinados R$ 450 mil a convênio com asilos, albergues e casas de apoio. A campanha do agasalho já arrecadou cerca de três toneladas de roupas, cobertores e colchões.
A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR deve lançar o caderno com o Mapa da Pobreza até o final do mês. É um estudo preliminar que deve ser aprofundado daqui para frente, diz Milena. A coordenadora dos movimentos sociais da universidade aposta na repercussão do trabalho para o resgate do tema: Poucos ousam falar que existam pobres em Curitiba. (D.J.)





