O café diminui o risco de depressão e auxilia no combate às suas consequências, como o alcoolismo e o uso de drogas. A conclusão é do médico e pesquisador Darcy Roberto Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que integra a equipe do Instituto de Estudos do Café da Universidade de Vanderbilt (EUA). O médico participou de uma palestra ontem, em Londrina, no Seminário do Café, realizado no Parque Ney Braga, promovido por órgãos de pesquisa na qualidade do café.
O médico diz que o café contém ácidos clorogênicos que atuam diretamente no cérebro modulando o humor da pessoa, atuando contra a depressão. Pesquisas atuais estudam a elaboração de medicamentos naturais feitos com café na prevenção do alcoolismo. Esta medicação fitoterápica deve estar no mercado dentro de dois anos.
Mas o café, como qualquer outro alimento, deve ser consumido com moderação. A quantidade ideal é de quatro xícaras grandes, ou oito ‘‘cafezinhos’’ por dia, tomados até o final da tarde. Para os jovens o ideal é que ele seja tomado com leite.
A cafeína em excesso, segundo ele, é que oferece prejuízos à pessoa, como intolerância gástrica, insônia, palpitações. Para pessoas com ansiedade, úlcera e arritmia, o ideal e consumir o café descafeínado.
Darcy Lima lembra que o café, na década de 80, foi apontado como prejudicial à saúde e até hoje sofre o preconceito e desconhecimento dos seus benefícios até mesmo pela classe médica. ‘‘É preciso corrigir esses conceitos’’, destaca.

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