Campinas - Um levantamento de espécies de cogumelo nativas, na região litorânea do Paraná, já rendeu ao pesquisador André de Meijer, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), duas descobertas interessantes, no curto período de um mês: um cogumelo gigante, registrado pela primeira vez no Brasil, e um ''parente próximo'' de uma espécie medicinal da América do Norte.
Em 12 de outubro, próximo à comunidade do Lageado, em Antonina, Meijer localizou a espécie de cogumelo gigante, que pesava cerca de 2 uilos, tinha um chapéu de 30 cm de diâmetro, pés de 40 cm de comprimento e 10 cm de espessura.
Foi o primeiro registro brasileiro da espécie Macrocybe titans, típica dos trópicos das Américas. O cogumelo coletado seguiu para Embrapa Florestas, para análise de suas propriedades e, em especial, de sua comestibilidade.
Na última semana, Meijer fez a segunda descoberta, na Reserva Natural do Rio Cachoeira, da SPVS, também em Antonina: localizou espécies de um cogumelo raro, cientificamente conhecido como Ganoderma stipitatum, que se distribui da América Central até Bolívia e Brasil. No Paraná, ocorre em altitudes inferiores a 400 metros. Trata-se de um cogumelo de consistência dura, pé curto, lateral e chapéu aplainado, com poros muito finos, de um lado, e, de outro, superfície marrom-avermelhado-escura, brilhante e lisa, parecendo envernizada. O conjunto encontrado tinha 35 cm em seu diâmetro maior, com três fileiras concêntricas de chapéus.
De acordo com o pesquisador, este cogumelo é parecido com uma outra espécie do mesmo gênero Ganoderma lucidum nativa do Hemisfério Norte e cultivada comercialmente por suas propriedades medicinais (contra tumores ou inflamações e antiviral).

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