Los Angeles, 08 (AE-AP) - O impacto da Internet na sociedade, desde seu efeito sobre a família até a forma como está mudando a economia mundial, será estudado por uma pesquisa sem precedentes, parcialmente financiada pelas companhias rivais America Online e Microsoft.
O projeto, anunciado hoje (08) pela Universidade ca Califórnia, Los Angeles, estudará não apenas a utilização de computadores e da Internet nos EUA e em outras partes do mundo, mas também a não- utilização desses recursos - e por, pelo menos, uma geração.
"A Internet está transformando o modo de trabalharmos, de nos divertirmos, de aprendermos", diz Jeffrey Cole, principal pesquisador envolvido no estudo e diretor do Centro de Políticas de Comunicação da UCLA. "Não existe nada que não vá ser afetado por esta tecnologia".
Este é o tipo de pesquisa que deveria ter sido feita quando a televisão surgiu pela primeira vez, no final dos anos 40 e início dos 50, disse Cole, cujo departamento também faz pesquisas sobre a violência na TV.
Estima-se que 50% dos lares americanos tenham computador. Destes, um terço está ligado à Internet. O nível de uso da rede varia muito em outras partes do mundo, sendo altíssimo em Cingapura, por exemplo, e muito baixo na áfrica.
Os pesquisadores investigarão como o tempo da família, inclinações políticas e vida social são afetados pela compra de um computador novo.
O estudo também pretende seguir os caminhos do "Internet banking", dos hábitos de consumo, do uso de cartões de crédito. Também se vai estudar como o e-mail afeta outras formas de comunicação.
O participante médio do estudo vai responder a cerca de cem perguntas, diz Cole. "O objetivo é repetir isso ano a ano, acompanhar sempre as mesmas famílias e seguir as mudanças de atitude", explica.
Microsoft e America Online dizem que a pesquisa irá ajudá-las a atender melhor aos clientes. Outros patrocinadores São a Disney e a Sony. Cole garante que os interesses dos patrocinadores não afetarão o rumo da pesquisa.
Nos EUA, duas mil pessoas, escolhidas de forma a refletir a constituição étnica, geográfica e econômica do país, serão acompanhadas durante o estudo. A maioria responderá à pesquisa por telefone. Cole diz que a margem de erro será de 2%.
Cingapura e Itália serão estudadas no primeiro ano; outros doze países entrarão nos próximos cinco anos. Os resultados serão divulgados anualmente.

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