Pesquisa revela produtividade industrial de SP9/Mar, 21:16 Por Irany Tereza Rio, 09 (AE) - Pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medição anual do comportamento da indústria revelou que, em 1996, a produtividade industrial em São Paulo foi 18% superior à média nacional - R$ 30 mil por ano, em valores da época, contando todos os funcionários, inclusive os diretores das empresas. Como o levantamento foi iniciado pelos resultados daquele ano, a única comparação possível foi com o censo econômico de 1985, que registrava uma produtividade da indústria paulista 3% acima da média. O parque industrial de São Paulo, o maior do País, elevou sua produtividade, a despeito da queda do emprego e do rendimento registradas na região, que puxou resultados negativos nacionais. Isso demonstra, segundo a gerente do Departamento de Indústria do IBGE, Wasmália Bivar, que a concentração cada vez maior da indústria mais intensiva em tecnologia no pólo paulista - tendência irreversível, segundo ela - compensou a transferência de algumas empresas para outras regiões. A Pesquisa Industrial Anual (PIA) foi feita com base numa amostragem de 35 mil empresas, capazes de representar um universo de 108 mil indústrias. Ainda este ano, o IBGE pretende concluir e divulgar os resultados do acompanhamento da indústria em 97, 98 e 99. Rendimento - Em 96, a mão-de-obra industrial teve rendimento médio nacional de 6,7 salários mínimos por mês. O cálculo também inclui o pró-labore pago aos diretores e corresponderia, pelo valor atual do salário mínimo, a R$ 911,20 por mês. As atividades que pagaram os maiores salários foram: extração de minerais (15,7 salários mínimos); produtos químicos (12,2); refino de petróleo (11,9); fabricação de veículos (11,3) metalurgia básica (10,3) e material eletrônico e de comunicação (10,1). Os menores salários ficaram com setores que apresentam produção pulverizada, com concentração de grande quantidade de pequenas empresas. Entre elas estão as indústrias de madeira (2 8 salários mínimos), confecção de vestuário (3), artefatos de couro e calçados (3,4), reciclagem (3,6), móveis e indústrias diversas (3,9) e extração de minerais não metálicos (4,1). As atividades de maior produtividade acompanharam basicamente aquelas que pagaram os maiores salários. "São Paulo concentra o maior número de grandes indústrias, que se reestruturaram ao longo do processo de abertura comercial e, por isso, o Estado aumentou consideravelmente sua produtividade ao mesmo tempo em que, a partir do início dos anos 90, perdeu postos de trabalho", explica Wasmália. A pesquisa indicou, ainda, que em 96 as empresas industriais investiram 5,4% de sua receita líquida, o que representou um total de R$ 21 bilhões. Oito setores foram responsáveis por 61% deste volume de investimentos: alimentos e bebidas, fabricação de veículos, produtos químicos, refino de petróleo, papel e celulose, metalurgia, produtos de minerais não-metálicos e material eletrônico e de comunicação. Cinco setores industriais (alimentos e bebidas; confecção e atigos do vestuário; produtos de metal; móveis e minerais não metálicos) concentram 53% do número de empresas industriais do País. E, embora apenas cera de 3 mil empresas atuem em mais de uma atividade, elas são responsáveis por 24% do emprego e 35% da receita industrial do País.

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