A empresa de Rossine Pacheco Andrade conta com 20 funcionários, dois deles são ex-detentos. ''Acho importante oferecer uma oportunidade para evitar que eles voltem ao mundo do crime'', justifica. O empresário conta que outro ex-detendo fazia parte do quadro de colaboradores, mas pediu demissão, pois surgiu uma oportunidade melhor.

Infelizmente, Andrade faz parte da minoria. A recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo revela que quem já cumpriu pena atrás das grades desperta repulsa ou ódio em 5% dos brasileiros, antipatia em 16% e indiferença em 56%. O estudo mostrou ainda que 21% das pessoas não querem encontrar ou conviver com um ex-presidiário.

Independentemente do crime cometido, ao ter a liberdade garantida, o egresso esbarra no preconceito de uma sociedade que não está preparada para recebê-lo.

Confira na reportagem de Paula Costa Bonini como o trabalho durante e após a pena pode trazer benefícios a toda a sociedade

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