São Paulo - O sistema Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) produziu uma estimativas de vários indicadores do hábito de fumar entre adultos, levando em conta, entre outros aspectos, frequência, intensidade e idade do início do hábito de fumar. Nesta publicação, apresentam-se estimativas referentes à frequência de fumantes e ex-fumantes, considerando-se fumante todo indivíduo que fuma, independentemente da frequência e intensidade do hábito de fumar, e ex-fumante todo indivíduo que, tendo fumado no passado, não mais o faz.
De acordo com a pesquisa, a frequência de adultos que fumam variou entre 9,8% em Maceió e 21% em São Paulo. O hábito de fumar se mostrou mais disseminado entre homens do que entre mulheres em todas as cidades, embora as diferenças segundo gênero tenham variado muito de cidade para cidade. Por exemplo, em Macapá o hábito de fumar foi cerca de três vezes mais frequente entre homens do que entre mulheres (24,7% e 7,7%, respectivamente) enquanto em Porto Alegre a diferença por gênero foi discreta (21,8% de fumantes no sexo masculino e 17,5% no sexo feminino).
As maiores frequências de fumantes foram encontradas, entre homens, em São Paulo (27,7%), Macapá (24,7%) e Boa Vista e Campo Grande (23,5%) e, entre mulheres, em Porto Alegre e Rio Branco (17,5%), Belo Horizonte (16,5%) e Florianópolis e Curitiba (15,4%). As menores frequências de fumantes no sexo masculino ocorreram em Recife (11,9%), Salvador (12,5%) e Maceió (13,5%) e, no sexo feminino, em São Luís (4,4%), João Pessoa (6,4%) e Palmas (6,6%).

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