Pesquisa mostra que fé aumenta expectativa de vida
Pesquisa feita por cientistas americanos do National Institute for Healthcare Research para medir o poder da fé, apontou um dado, no mínimo, impressionante. Das 125 mil pessoas analisadas, as que professavam alguma religião apresentaram uma expectativa de vida 29% superior às demais. Outra pesquisa, desta vez na Suécia, mostrou que pessoas que têm muitos amigos podem viver mais. É que amizade beneficia emoções como o afeto e também a convivência social, características que estimulam as conexões cerebrais. Isso resulta numa maior produção de neurotrofinas (espécie de nutriente natural para o cérebro), que contribuem para a constante atividade cerebral.
O cardiologista Jairo Mancilha e o psicanalista Luiz Alberto Py, verificam que a maneira como vivemos também determina como envelhecemos. A genética, dizem, torna-se menos importante e aumenta a influência do meio ambiente. E que um estilo de vida saudável é a base principal para proteger o corpo e a mente. ''O engajamento com a vida tem duas formas principais: o relacionamento com outras pessoas e a participação em atividades, de alguma maneira, produtivas.'' Eles destacam que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é definida como bem-estar físico, mental e emocional, e não somente quando há ausência de doença.
Prova disso é o Japão, que já ganhou o título de símbolo da longevidade. Em 1998, o país contabilizava mais de 10 mil pessoas com mais de 100 anos de idade; a expectativa média de vida para os japoneses é de 80 anos - no Brasil é de 68,3 anos. A explicação, de acordo com especialistas, está no fato de a população daquele país seguir, de maneira geral, uma alimentação balanceada e de poucas calorias e na presença atuante do idoso na sociedade.





