Pesquisa mostra que crack está mais presente nas pequenas cidades
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de novembro de 2011
Agência Brasil 
Uma pesquisa divulgada esta semana pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) aponta que o consumo do crack está substituindo o de álcool em algumas cidades do País. Devido à facilidade de acesso ao crack e ao seu baixo custo, algumas pessoas estão deixando de beber e usando cada vez mais a droga ilícita.
Essa constatação ratifica um quadro que já havia sido descrito em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O levantamento, divulgado há dois meses, indica que o crack já é a segunda droga mais presente no estado, ficando atrás somente do álcool.
Para a pesquisa da Alesp, questionários foram enviados a 325 municípios paulistas, pouco mais da metade dos 645 existentes. Em 31% das respostas, foi apontado que o crack está entre as drogas mais presentes nas cidades. O álcool esteve em 49% das respostas.
A pesquisa mostra ainda que a droga está mais presente em pequenas cidades e no interior do que nas metrópoles paulistas e na capital. Nas cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, por exemplo, o crack e o álcool são citados, os dois, em 38% das respostas sobre a droga mais usada. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, o álcool tem 51% e o crack, 34%.
Nas cidades da região de Barretos (a 440 quilômetros da capital), o crack já aparece como a droga mais presente. Na região, 33,3% das respostas citam a droga como uma das mais encontradas, enquanto 25% das cidades apontam o álcool. Já na região da capital, o crack aparece em 17% das respostas e o álcool, em 61%.
Para o presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack, o deputado estadual Donisete Braga (PT), os dados da pesquisa demonstram que o crack é hoje um problema de todas as cidades do País. Segundo ele, a droga já está disseminada em todo o Brasil e o seu uso é menor quando há investimentos para isso.
"Estão faltando leitos em hospitais, centros especializados para atendimento dos usuários e apoio do governo estadual e federal", destacou ele ao falar sobre sobre as dificuldades para solução do problema. "Onde mais falta, mais o consumo de crack cresce."


