Pesquisa mostra que 79% aprovam horário de verão
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Roberto Cordeiro Agência Estado De Brasília 
O governo federal deve manter o horário de verão. Uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP), encomendada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) constatou que 79% dos sete mil moradores de 45 cidades que tiveram o horário de verão são a favor da medida. Dos entrevistados, 21% foram contrários à mudança do relógio.
Ontem, a Aneel confirmou também que, o horário de verão deste ano termina à zero hora de domingo. À meia-noite do sábado os relógios devem ser atrasados em uma hora. Com o fim da 27ª edição do horário especial, a população vai ter 60 minutos a mais no sábado. A mudança de horário acontecerá nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e Distrito Federal.
A pesquisa Fipe/USP indicou também que 73% dos entrevistados acharam fácil a adaptação à alteração do horário. Outros 27% consideraram difícil se acostumar ao horário determinado pelo governo federal. Outro resultado considerado importante é que 62% dos moradores que responderam os questionários acreditam que o horário de verão deve ser repetido nos próximos anos. A mesma pesquisa apontou que a população levou em média oito dias para se adaptar à modificação do horário.
Uma nota oficial divulgada, ontem, pela Aneel informou que no sistema Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, os ganhos com o horário de verão foram suficientes para atender a 50% da demanda de eletricidade de uma cidade do porte de São Paulo. Dados preliminares divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) dão conta que houve uma redução de demanda no horário de pico de 5% também nos estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O relatório conclusivo será divulgado dentro de três semanas.
A próxima edição do horário de verão não deverá contar com os estados da região Nordeste - com exceção da Bahia. A economia com a adoção da medida na edição 2000/2001 foi maior que a prevista mesmo com a exclusão de sete estados nordestinos.


